Já nos tem chegado algum feedback relativamente à inclusão da alternativa vegetariana nas escolas. Pela informação recebida conseguimos chegar às seguintes conclusões: 

  1. Os encarregados de educação têm de entregar uma declaração de como o aluno só poderá consumir este tipo de refeição. Assim sendo, um aluno com uma alimentação "habitual" que queira experimentar uma refeição vegetariana não o poderá fazer.  Se os encarregados de educação não são obrigados a entregar uma declaração para que o aluno coma carne ou peixe, porque é diferente com a opção vegetariana? Qual o objetivo da entrega desta declaração? Num meio rodeado de mitos sobre o vegetarianismo e de pressão para se ter uma alimentação convencional, será certo colocar os encarregados de educação nesta posição, como se fosse um consentimento informado? Como se fosse contribuir para algum problema de saúde? Então e atendendo que as carnes processadas são cancerígenas (mesma categoria que o tabaco) então porque é que os encarregados de alunos que comam estes produtos não entregam uma declaração? 
  2. O aluno que decidir comprar a refeição vegetariana, só poderá consumir a mesma durante o ano letivo. Porque é que a opção vegetariana não pode ser escolhida, tal como se fosse carne ou peixe? Será para inibir a escolha a esta opção para no final dizer que não houve muita procura à alternativa vegetariana?  

Atendendo que as refeições são planeadas por nutricionistas e como tal são nutricionalmente adequadas, porque não pode um aluno escolher um dia comer um prato vegetariano?  

E se um aluno, ao longo do ano letivo, modificar a sua alimentação? Porque não pode ter a oportunidade de modificar a opção?  

Então questiono qual será o objetivo desta experiência? Provar que a ementa vegetariana não tem procura? Sabotar esta oportunidade é de lamentar e mais lamento pelo facto da nossa política colocar tantos entraves a algo simples. 

A intenção da petição foi promover a inclusão de uma alternativa, mesmo para quem não é vegetariano.  Assim em vez de sermos abrangentes, inclusivos, continuamos no mesmo caminho. Não estão a criar alternativa, porque o aluno só tem uma opção. Queremos uma alternativa não uma imposição!

Jessica Pacheco